quarta-feira, 16 de janeiro de 2013




EU MORRI UM POUCO...

Morri
A cada poema que li
E que escrevi
Eu morri quando te vi
Foram teus olhos os assassinos
Teus olhos meninos
Eles invadiram meus porões
Me provocaram sensações
Eu morri a cada noite insone
A cada amanhecer que passei distante de ti
Madrugada afora adentrei em teus domínios
Fingia ser fortaleza quando enfraquecia
Eu morria e fingia
Forjava risos e frases banais dizia
Enquanto morria eu me debatia
Borboletas vieram assistir a minha morte
Vieram colorir o meu morrer
Morri um pouco
Tudo
Eu morri


SONIA DELSIN

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